As Novas Rotinas da Tecnologia. Reconhece Estes Horários?

  • 06 Jul, 2016
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Longe vão os dias do "deitar cedo e cedo erguer". Nas rotinas do dia-a-dia entra cada vez tecnologia e entre smartphones, tablets e portáteis estamos quase sempre ligados. Veja o que mudou.


De acordo com o último estudo de mercado, lançado pela Marktest em Fevereiro 2016, perto de 70% da população portuguesa tem um smartphone. São mais de 6 176 mil utilizadores de aparelhos que diariamente entram nas nossas vidas, oferecendo uma nova forma de estar ligado aos amigos, informado sobre os temas de maior interesse e com acesso a um número infindável de apps para todos os gostos. É uma "oferta" de personalização que convence e se dantes ficávamos ligados até tarde a ver televisão, hoje em dia a televisão está ligada mas estamos com os olhos postos em outros ecrãs.

Second-screening é o nome desta prática que nos ocupa cada vez mais os nossos serões. Três quartos dos utilizadores afirmam que utilizam um outro dispositivo ao mesmo tempo que estão a "ver" televisão: 49% tem o portátil, 43% tem o telemóvel como segundo (ou primeiro ecrã) durante as horas de lazer. Com a chegada dos telemóveis de última geração os portugueses foram abandonando os telemóveis tradicionais e a preferência pelos novos aparelhos registou um crescimento de 89% relativamente ao que era observado em Abril de 2013. Esta alteração na tecnologia implicou, claro, uma alteração também nos comportamentos.

 

Se antes utilizávamos o telemóvel para falar ou trocar mensagens, agora ele serve para estar ligado… sem ter que ligar a ninguém. Para os portugueses "a" rede social é o Facebook que conta com mais de 77% dos portugueses utilizadores de internet. Mas praticamente todas as consultas que realizávamos ao computador passaram a ter uma equivalente utilização em versão mobile.

 

Neste estudo, realizado pela Meios e Publicidade em 2015, o tempo gasto a ver televisão continua elevado e a caixinha mágica reina por cerca de 2,19 horas/ dia. O "filme" dos nossos hábitos pode estar a alterar-se mas a verdade é que continuamos ligados aos vídeos. 90% dos dos utilizadores de internet acede ao Youtube mensalmente, sendo esta a rede com maior número de visitantes. Destes acessos ao Youtube muitos são em mobile, que conta com uma penetração crescente e uma utilização de cerca de 1.52 horas/ dia. 

Mas parado ou em movimento, como é que os nossos hábitos mudaram?

No acesso à informação todas as publicações de renome têm uma versão online e há um número crescente de páginas, mais ou menos jornalísticas, que se podem descobrir. São sites com informação alternativa à que chega aos grandes canais noticiosos ou novas perspetivas sobre notícias conhecidas. Os novos autores surgem em publicações que agregam as funções de antigos Blogs em plataformas sociais, um Tumblr, um Blog gratuito Wordpress ou, melhor ainda, um canal de Youtube, podem ser o berço das novas "figuras públicas". Segue alguma?

Ir à Biblioteca? Só se for pelo prazer de folhear um livro. Consultar um dicionário ou uma enciclopédia é uma prática que caiu em desuso. Hoje procura-se no Google e chega-se à informação que se precisa, muitas vezes organizada em modelo de participação comunitária em que todos podem contribuir para a informação, como acontece na Wikipédia, a enciclopédia colaborativa com maior número de utilizadores. Aqui há perto de 10 edições por segundo, realizadas um pouco por todo o mundo e que resultam em mais de 800 novos artigos por dia na versão em inglês. Quando foi a última vez que folheou uma enciclopédia?

Na cozinha "o prato do dia" é a novidade. Os livros de culinária são relíquias de família e hoje, além das receitas pesquisáveis online, os robots de cozinha topo de gama oferecem "chaves de receitas" onde todos os passos se encontram registados e basta selecionar a receita pretendida e carregar no botão. Na hora de almoçar fora é inevitável não encontrar um casal cujos filhos encontram num tablet ou smartphone o "aperitivo" antes da refeição. Encontramos crianças entretidas com jogos ou canções enquanto a conversa se desenrola ao lado. A "chucha" digital faz companhia em todas as idades e o "ficar à espera" é sinónimo de espreitar o telemóvel. 

Na escolha de qualquer produto ou serviço a consulta na internet é um pré-requisito. O número de portugueses que pesquisa online antes de comprar está a subir e muitos realizam comparação de preços, exploram a oferta disponível e acabam por concretizar a compra online. Noutros mercados, como no norte americano, estima-se que este comportamento chegue a atingir 80% a 90% dos consumidores. De imobiliário a automóveis passando por roupa ou produtos de supermercado, tudo se encontra à venda à distância de um click no rato. 

A atividade física também não perde terreno graças a todos os gadgets e aparelhos desenhados para nos acompanhar. Seja na aula de yoga no tapete de casa ou na corrida ao final da tarde há sempre um contador ligado, um registo de batimentos ou as sugestões de um personal trainer virtual, do Fitbit ao Jawbone passando pelas mais variadas apps, estamos ligados ao exercício.  
 

O seu dia também ficou algo assim?


Ao acordar - Entre o despachar para o trabalho, banho ou pequeno almoço há sempre lugar a um rápido "scroll" no facebook para espreitar as novidades.

Hora de almoço - Um telefonema pessoal e mais uma espreitada às redes sociais. A lista de compras ou os 1000 passos/ dia sugeridos pelo gadget de fitness. Uma foto do almoço que se dispara para o Instagram.

Ao final da tarde - Entre os trabalhos da escola (que se pesquisam online), a receita que se prepara com um robot ou a app / bug de corrida, que traça a evolução da nossa performance.

Depois do jantar - Tablet, televisão ou um filme no portátil, acompanhado de uma busca no smartphone por um tema de interesse, a conversa com os amigos ou família ou os vídeos do Youtube. 

Ao fim de semana - A selfie no passeio ou as fotos de fazer inveja e que hão de fazer parte dos novos álbuns de família. Impressas? talvez já não.

No final de contas, podemos somar vantagens, subtrair as chatices, multiplicar as alegrias e dividir tudo pelos pecados que a tecnologia nos trouxe... mas a verdade é que já não seriamos os mesmos sem ela.

 

 

 

 


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